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Criança é revivida quase duas horas após ter afogado


Na última quarta-feira (18), uma criança de 5 anos tropeçou e caiu em um afluente do rio Buffalo Creek, na Pensilvânia, nos EUA. O menino foi rapidamente arrastado pela correnteza por cerca de 400 metros até parar em uma colina gramada, onde um vizinho mais tarde o encontrou.

A criança não tinha pulso e não estava respirando no momento da sua descoberta, e pode ter estado na água de 1° C por 30 minutos até ser resgatado.

Serviços de emergência foram imediatamente chamados e realizaram ressuscitação cardiopulmar (RCP) no garoto desde o momento de sua chegada até o levarem a um hospital local para transportá-lo de helicóptero a outra instalação médica.

Enfim no seu destino, a criança ainda não tinha pulso e sua temperatura corporal era de 25° C, substancialmente menor do que a temperatura normal do corpo, de 37° C. Os médicos continuaram a tentar reanimá-lo, enquanto começavam a aquecê-lo. A equipe estava pronta para iniciar uma cirurgia a fim de colocá-lo em uma máquina de ponte de safena quando um pulso foi finalmente detectado, após 20 minutos. Assim, os médicos decidiram continuar com a ressuscitação e o aquecimento. Surpreendentemente, a RCP foi administrada por uma hora e 41 minutos, o que exigiu muitas mãos, uma vez que é um procedimento cansativo.

O final feliz

Eventualmente, o menino chegou a uma temperatura corporal mais razoável, recebeu medicamento para pressão alta e foi colocado em um respirador artificial.

Vencendo uma batalha contra o impossível, ele acordou na madrugada da quinta-feira e não sofreu nenhum dano neurológico. Depois de cinco dias, voltou para casa com seus pais, que disseram que ele está saudável, sorrindo e falando novamente.

Como uma criança tão pequena conseguiu sobreviver a um evento tão dramático? O “milagre” é atribuível a uma combinação de dois fatores principais: sua idade, e o fato de que ele caiu em uma água extremamente fria.

Hipóxia e hipotermia

As consequências mais graves de imersão são a falta de oxigênio, ou hipóxia, e os efeitos que isso tem sobre o coração e o cérebro. A água fria pode realmente ajudar a proteger contra esses efeitos, através de dois mecanismos diferentes.

Primeiro, provoca algo conhecido como “reflexo de mergulho”, que ajuda a conservar oxigênio diminuindo o ritmo do coração e deslocando sangue para partes vitais do corpo, como o cérebro. Curiosamente, esta resposta é muito mais forte em crianças, parte da razão pela qual elas são mais propensas do que adultos a sobreviver a uma submersão prolongada.

Em segundo lugar, as temperaturas frias e a ingestão de água podem levar rapidamente à hipotermia. Temperatura do corpo abaixo dos 30° C faz com que o tecido cerebral torne-se significativamente mais resistente à hipóxia e também reduz seu consumo de energia em cerca de 50%, protegendo-o.

Nossos corpos são equipados com mecanismos de regulação de temperatura, mas estes não são totalmente desenvolvidos em crianças, tornando-as mais suscetíveis à hipotermia. Além disso, crianças também têm área de superfície inferior a índices de massa corporal e menos gordura corporal do que os adultos, o que significa que esfriam muito mais rápido e regulam sua temperatura com menos eficiência.

Fonte: hypescience
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