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A esteira da academia que pode prever quando você vai morrer


Cardiologistas da Universidade Johns Hopkins (EUA) desenvolveram um teste que calcula seu risco de morrer na próxima década com base apenas na sua capacidade de exercício em uma esteira.

Vários testes de risco baseados em exercícios já são usados por médicos, mas normalmente são projetados para medir o risco de curto prazo de pacientes com doença cardíaca estabelecida ou sinais evidentes de problemas cardiovascular. Esses testes se concentram em múltiplas variáveis e incorporam resultados de exames complementares, incluindo eletrocardiogramas.


Em contrapartida, o novo exame, chamado de “Índice de Esteira FIT” (do original em inglês “FIT Treadmill Score”), pode aferir o risco de morte a longo prazo em qualquer pessoa com base exclusivamente no seu desempenho físico na esteira.

“A noção de que estar em boa forma física prenuncia menor risco de morte não é nova, mas queríamos quantificar esse risco precisamente por idade, sexo e nível de condicionamento físico, e fazê-lo com uma equação elegantemente simples que não requer nenhum teste adicional além do teste padrão da esteira”, explica o pesquisador principal do estudo, Haitham Ahmed.

Além da idade e sexo, os fatores da fórmula levam em conta a frequência cardíaca máxima atingida durante o exercício intenso e a capacidade de tolerar o esforço físico. Atividades mais vigorosas necessitam de maior produção de energia, melhor tolerância ao exercício e nível de condicionamento físico superior, e os que possuem as melhores notas são os mais aptos fisicamente.

Os diferentes graus de aptidão física entre pessoas com resultados “normais” no teste de esteira (que não aparentam ter problemas cardíacos) revelam pistas sobre sua aptidão cardíaca e respiratória e, portanto, sobre o risco geral de morte ao longo do tempo.

O estudo

A equipe analisou as informações de 58.020 pessoas com idades entre 18 e 96 anos de Detroit, Michigan, nos EUA. Todas haviam sido submetidas a testes ergométricos padrões entre 1991 e 2009 para a avaliação de dor no peito, falta de ar, desmaios ou vertigens.

Os pesquisadores, então, rastrearam como os participantes dentro de cada nível de condicionamento físico morreu por qualquer causa durante a próxima década.

Os resultados revelam que, entre as pessoas da mesma idade, sexo e nível de condicionamento físico, maior gasto calórico e maior frequência cardíaca máxima atingida durante o exercício foram os maiores indicadores de risco de morte, mesmo após os pesquisadores levarem em conta outras variáveis importantes, como diabetes e histórico familiar de morte prematura.

As notas dos testes desses participantes variaram de 200 negativos a 200 positivos, com aqueles acima de 0 com risco de mortalidade mais baixa.

Pacientes que marcaram 100 pontos positivos ou mais apresentaram um risco de 2% de morte nos próximos 10 anos. Os que pontuaram entre 0 e 100 positivos enfrentaram um risco de morte de 3% durante a próxima década. As pessoas com escores negativos, entre 100 e 0, tinham um risco de 11% de morrer nos próximos 10 anos, enquanto que aqueles com pontuações mais baixas do que 100 negativos tinham um risco de 38% de morrer.

Os pesquisadores acreditam que os clínicos devem começar a usar sua fórmula para interpretar resultados de testes de esteira de seus pacientes, mostrando-os como o condicionamento físico pode afetar sua saúde e encorajando-os a perceber a importância de se exercitar.

Fonte: hypescience
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