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Por que Spock?


Quando escrevi o artigo Por que Star Trek? Qual o segredo de tanto sucesso? simplesmente arrolei as principais razões de eu gostar tanto de Star Trek.

Seja, por efetuar esse convite para vivermos a grande aventura em busca do novo, ou por oferecer um pacto ficcional muito bem costurado com destaque em suas muitas “previsões” de avanços científicos e tecnológicos tais como telefone celular, memória flash, monitores de TV com tela plana, etc. Além é claro da visão otimista de Roddenberry em conceber um futuro no qual a humanidade realmente evoluiu a ponto de resolver toda as questões mais emergentes: sejam ambientais, étnicas, religiosas ou políticas.

No entanto, naquela oportunidade, ficou um hiato em minha abordagem.

Não me dei conta de que omiti, talvez, um dos fatores mais importantes do sucesso dessa série televisiva.

Foi apenas com a notícia do falecimento de Leonard Nimoy que esse componente me saltou aos olhos.

Spock.

Entre tantos aspectos da personalidade desse personagem: inteligência, força, precisão, coerência, etc., no entanto, foi a personificação da dualidade entre a razão e a sensibilidade que me marcou significativamente.

Vivendo o conflito interno entre sua parte humana e sua parte vulcana, Spock revela aspectos importantes dessa dualidade latente em cada um de nós.

Originalmente concebido por Gene Roddenberry em 1964, Spock teria etnia marciana, dotado de pele avermelhada e orelhas pontudas e se nutriria de energia pura por meio de um implante cibernético em seu abdome.

No entanto, o roteirista Samuel A. Pebbles teria sugerido a Roddenberry que Spock fosse metade humano para que ficasse mais próximo do público e que, ao mesmo tempo, esse conflito interno entre os dois lados de sua natureza pudesse oferecer a oportunidade de discorrer sobre nossa condição humana.

Além disso, a necessidade de um planeta natal original para Spock fez de Vulcano uma realização notável. Um planeta igualmente vivo e fascinante.  Uma consequência da esperança de Roddenberry de que a exploração de Marte ocorresse durante a exibição da série.

Uma esperança no sucesso de ambos os programas americanos: o televisivo e o espacial.
Outra polêmica relatada, se refere a preocupação de alguns produtores da NBC com a aparência satânica das orelhas e sobrancelhas pontudas de Spock.

Foi até solicitada a exclusão do personagem.

Segundo Oscar Katz, existia a percepção de que “o cara com as orelhas pontudas iria assustar todas as crianças da América”.

Nada mais falso.

Com o auxílio do próprio Katz, Roddenberry felizmente conseguiu manter o personagem.
Também a natureza não emocional e puramente lógica de Spock só foi incorporada ao personagem depois do segundo episódio oficial.

De acordo com o vice-presidente da Desilu, Herbert Solow, a caracterização só foi credível e convincente graças ao talento e criatividade de Leonard Nimoy que incorporou Spock tornando-o um exemplo vivo.

Spock, Magro e Jim estabeleceram uma espécie de triunvirato no destino da astronave que, quase como um quarto personagem, tende a simbolizar o poder, a força e o instrumento na descoberta do novo, na superação dos limites e no transcender das fronteiras.

Mas é com a luta interna de Spock em tentar sublimar o que nele existe de humano, que descobrimos o mais grandioso que o ser humano pode almejar: a lealdade, a coragem e a verdadeira abnegação.

Embora Leonard Nimoy parta em sua derradeira aventura e nos deixe em luto, persiste para seus fãs sua mais importante criação como ator.

Um ícone que viverá para sempre, perene, em nossas recordações.

Fonte: hypescience
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