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Mulher passa por tratamento experimental e acaba com nariz na coluna


Desde pequenos, sabemos que o nariz fica bem no meio do nosso rosto. Porém, aqui está um caso curioso: uma jovem de 18 anos de idade sofreu uma lesão da medula espinhal que deixou suas pernas paralisadas. Três anos mais tarde, células-tronco de seu nariz foram transplantadas para o local da lesão. Oito anos depois, ela desenvolveu uma dor nas costas e exames revelaram uma massa no local da implantação. A massa de 3 centímetros de comprimento da medula espinhal era predominantemente de tecido nasal e continha grandes quantidades de material semelhante a muco grosso.

Embora a massa não fosse cancerosa, estes resultados demonstram o quão importante é o monitoramento de segurança após tratamentos com células-tronco e como ele deve ser mantido durante anos. A equipe que removeu o crescimento, liderada por Brian Dlouhy, da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, publicou os resultados da cirurgia na revista “Journal of Neurosurgery: Spine” no início deste mês.

As células tronco olfativas foram implantadas em sua coluna com o objetivo de fazê-las se desenvolver em células neurais para ajudar a reparar a lesão do nervo. Não deu certo, e mesmo que o volume incomum contivesse pedaços de osso e minúsculas ramificações nervosas, eles não se conectaram com os nervos espinhais.

“[Isto] é preocupante”, opina Harvard George Daley, que não esteve envolvido no estudo. “Isso fala diretamente de quão primitivo é o nosso estado de conhecimento sobre como as células se integram, dividem e expandem”.

Este é o primeiro relato de uma massa da medula espinhal humana complicando o transplante de células da medula espinhal e a terapia com células-tronco neurais.

A mulher não identificada foi tratada no Hospital de Egas Moniz, em Lisboa, onde a equipe recebeu a aprovação de testes em estágio inicial para explorar o potencial das células nasais no tratamento de paralisia. Em 2010, a equipe de Lisboa apresentou os resultados de um estudo piloto, onde 20 pacientes com lesões na medula espinhal receberam implantes de “autoenxertos de mucosa olfativa”, pequenos pedaços do forro nasal. Todos os pacientes sobreviveram e parecia que a mobilidade de vários deles havia melhorado. 

Fonte: hypescience
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