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Quer emagrecer usando um método definitivo?


Uma reflexão sobre a ditadura da balança

Com a chegada do verão nesse lado do equador, além das andorinhas migram para essas latitudes também o desespero.

Principalmente quando os pneuzinhos da temporada passada se transformaram em uma borracharia completa.

Seja pelos excessos alimentares do inverno; seja pelo típico sedentarismo invernal sulista. Aquele justificado pelo clima de uma Curitiba nebulosa, para citar apenas um exemplo, na qual chove dia sim e no outro também.

Enfim, essa é a época em que todos querem ficar em forma e de forma rápida.
De preferência sem nenhum esforço ou sacrifício.

E eu serei duro com todos os gordinhos e gordinhas que como eu já passaram ou estão passando por isso:

— Não adianta o desespero. Esse definitivamente não resolve.

Apenas nos torna suscetíveis aos golpes mais comuns do mercado do emagrecimento.
Assim, eu convido o leitor e a leitora que faça esse mea culpa admitindo para si mesmo o que eu já admiti:

— Durante muito tempo eu não quis emagrecer. Eu quis ser emagrecido!

Em outras palavras eu procurei uma solução milagrosa que viesse de fora para dentro.
Solução que não me cobrasse nenhum envolvimento direto. Ou, em última instância, apenas me cobrasse um módico envolvimento financeiro.

Afinal essa sociedade me acostumou desde menino a incorporar como minhas as necessidades que me são criadas, todos os dias, pelos meios de comunicação.

E me ensinou também a pagar, para atender essas necessidades, em moeda corrente ou em suaves parcelas pelo cartão de crédito (e que não devo sair de casa sem ele) com juros de apenas 500% ao ano.

Quando não, eu fui ensinado também a pagar com minha própria saúde.

Eu já me flagrei trabalhando mais que deveria apenas para bancar todo esse conjunto de necessidades que depois de uma breve passagem por uma UTI se demonstraram não tão necessárias assim.

E você já se deu conta disso ou está aguardando a sua estadia no hospital mais próximo para descobrir o óbvio?

E entre essas tão propaladas necessidades do século XXI, com certeza, está em prioridade o corpo escultural para ser ostentado nas areias de alguma praia superlotada.
Não um corpo necessariamente saudável!

Por que isso bons médicos e bons especialistas em desporto nos orientam e não tem muito mistério: se não houver distúrbio glandular (ou outra patologia) basta comer direito e se exercitar.

Não.

Não precisa ser saudável. Basta que seja bonito. Esse bonito que quer significar um corpo na moda, sem se preocupar muito com a saúde — como pode bem testemunhar os milhares de usuários das anfetaminas, sibutraminas e esteroides anabolizantes que se estinguem nas mãos de charlatães. Não antes de vivenciarem os efeitos dos danos no fígado, nas gônadas, no cérebro e no coração.

E depois de estirados num caixão e enterrados a sete palmos ficarão magros para sempre.
Isso sim que é método definitivo.

E eu nem falei em bulimia ou anorexia.

Desculpem.

Não quero ser tétrico. Nem desrespeitoso. Mas o caso é sério.

Essa realidade de pessoas que se intoxicam e/ou param de comer e morrem, ou quase morrem, apenas para ficarem na moda, deixa de ser apenas um triste dado estatístico.
Quem não tem um amigo, ou amiga, ou um familiar que sofre ou sofreu esses mesmos efeitos da ditadura da balança?

São vítimas em potencial desse tipo fatal de charlatanismo.

É fácil perceber que o padrão de beleza mudou e impõe que a maioria se ache feio ou gordo (e que no fundo nos fazem crer que é a mesma coisa).

E leia-se aqui que não se trata de obesidade que é um caso de saúde pública.

Estou falando de biótipo. De diferenças individuais.

E, sempre, o principal alvo são as mulheres.

Para ser claro nessa esteira de comparação até Marilyn Monroe se acharia gorda se fosse transportada para o século XXI numa máquina do tempo e se deparasse com nossos modelos atuais de beleza.

E isso para perseguir uma beleza imaginária — fictícia — conquistada com intermináveis seções de fotografia, banhadas com refinados truques de maquiagem e iluminação e finalizadas com sofisticadíssimos efeitos criados por computador.

Fonte: hypescience
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