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Vegetarianismo: uma maneira simples de frear o aquecimento global


O agravamento do aquecimento global é um dos grandes problemas do nosso tempo e, consequentemente, do futuro. Tanto que uma nova pesquisa já informou que, de agora em diante, o fenômeno não para mais e, inclusive, a tendência é só piorar.

Mas, de acordo com um novo estudo, a resposta para nos salvar das consequências desse grave fenômeno global pode estar na nossa própria alimentação. Se mais pessoas se convertessem ao vegetarianismo, o problema seria solucionado.

A pesquisa afirma que as emissões dos chamados gases estufa estão diretamente relacionadas com a alimentação de forma que, se só os americanos reduzissem sua ingestão calórica diária para o nível recomendado de cerca de 2.000 calorias, presando por uma dieta mais saudável e vegetariana, as emissões de gases estufa seriam reduzidas a apenas 1%.

Como o vegetarianismo pode salvar o mundo?

De acordo com Martin Heller e Gregory Keoleian, da Universidade do Centro de Michigan para Sistemas Sustentáveis, localizada nos Estados Unidos, a tendência é que os americanos parem de consumir qualquer alimento de origem animal. “A mensagem para levar para casa é que os padrões de saúde e ambientais não estão alinhados com as recomendações dietéticas atuais”, disse Heller.

Os dois pesquisadores estudaram as emissões de gases de estufa associados com a produção de cerca de 100 alimentos, bem como potenciais efeitos de eventuais mudanças na dieta dos americanos com base em recomendações feitas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

De acordo com as orientações de 2010, o Departamento de Agricultura dos EUA recomenda maior ingestão de frutas, grãos integrais, produtos livres de gordura ou com baixo teor de gordura, e frutos do mar. A orientação também aconselha a população do país a consumir menos sal, gorduras saturadas, gordura trans, colesterol, açúcar e grãos refinados, mas eles não declaram explicitamente que os americanos devem comer menos carne. Um apêndice do relatório lista os valores médios de ingestão diária recomendada de vários alimentos, incluindo a carne, o que é significativamente menor do que os níveis atuais de consumo.

Embora uma queda no consumo de carne ajudaria, e muito, a reduzir as emissões de gases estufa relacionadas com a alimentação, o aumento do uso de produtos lácteos e, em menor escala, frutos do mar, frutas e legumes teria o efeito oposto, aumentando as emissões relacionadas com a alimentação, eles acreditam.

Nos Estados Unidos, em 2010, a produção de alimentos foi responsável por cerca de 8% das emissões de gases de efeito estufa do país, embora esses números sejam baseados na máxima de que “é preciso um galão de gasolina para fazer um quilo de carne” – métrica que tem sido amplamente desacreditada. No entanto, é verdade que, de uma maneira geral, alimentos de origem animal são responsáveis por mais emissões de gases estufa por quilo do que alimentos de origem vegetal.

Os ativistas vegetarianos defendem que a produção de bovinos de corte e vacas leiteiras está ligada a níveis particularmente altos de emissões de gases estufa, mas os números exatos são difíceis de calcular. Uma coisa que é verdade é que as vacas convertem seus alimentos vegetais em músculo ou leite, mas têm que comer bastante para crescerem de acordo com as expectativas de lucro projetadas sobre elas. Como essa alimentação muitas vezes envolve o uso de fertilizantes e outras substâncias fabricadas através de processos intensivos de energia, temos aí um acréscimo significativo na conta de emissões de gases estufa. Como se não bastasse, ainda há o combustível utilizado pelo equipamento de produção de todos esses fertilizantes.

Além disso, as vacas arrotam MUITO metano, e ao mesmo tempo que esse efeito seja visto com um certo exagero, até mesmo um gás de curta duração como o metano tem de ser tido em conta.

As emissões de gases de efeito estufa associados à produção de alimentos nos Estados Unidos são dominados pela categoria das carnes, de acordo com Heller e Keoleian. Embora a parcela das carnes seja apenas 4% em peso dos alimentos disponíveis, sua produção contribui com 36% dos gases de efeito estufa, eles acreditam. Então, se todos optassem por uma mudança em suas dietas, prezando por uma alimentação que não contenha produtos de origem animal, poderíamos levar a reduções verdadeiramente incríveis nas emissões de gases relacionados ao agravamento do aquecimento global – não só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo.

O outro lado

Os críticos dessa teoria argumentam que isso criaria um mundo onde apenas os ricos comeriam carne, o que levaria a disparidades drásticas na saúde, e consequentemente no desenvolvimento intelectual e motor, entre as classes sociais. A relação entre ricos e carne fica estabelecida no momento em que a produção de carne seria muito pequena para a procura, o que levaria seus preços para a lua no que seria provavelmente uma viagem sem volta.

Heller contra-argumenta dizendo que não está defendendo que todos os americanos devam investir no vegetarianismo de agora em diante. Ele, na verdade, acredita que os animais precisam ser parte de um sistema agrícola sustentável. No entanto, a redução do consumo traria tanto benefícios à saúde quanto para o meio ambiente.

Em seu estudo, Heller e Keoleian também analisaram a quantidade de comida desperdiçada e como ela contribui para as emissões de gases estufa dos Estados Unidos. Eles concluíram que as emissões anuais ligadas a restos de comida são equivalentes à adição de 33 milhões de veículos de passageiros para as estradas do país. Chocante, não é?

Conclusão


O nosso estilo de vida precisa passar por uma mudança absolutamente profunda que vai muito além do que nós comemos. Afinal, os restos de comida, seja no prato, nos restaurantes ou nas prateleiras dos mercados estão sensivelmente relacionados com aspectos culturais gerais, que pregam essa fartura descabida.

Fonte: hypescience.com
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