Google+ Febre Chicungunha: Estranha doença chega ao Brasil, saiba identificar e se prevenir | Curiosidades, Dicas e Humor

Febre Chicungunha: Estranha doença chega ao Brasil, saiba identificar e se prevenir


Febre Chicungunha é o nome de uma doença que está se alastrando pelo mundo, causada por um vírus parente do da dengue. O nome Chicungunha significa “aquele que se curva” no idioma swahili, da Tanzânia, devido à forma com que os primeiros pacientes se curvavam por causa das dores.

O vírus Chikungunya (na grafia original), ou CHIKV, também transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti, além do Aedes albopictus. Como não ocorre transmissão de pessoa para pessoa, não há necessidade de isolamento dos pacientes.


A Febre Chicungunha se caracteriza pelo aumento súbito da temperatura do paciente, normalmente maior que 39°C, e muitas dores nas articulações de mãos e pés – dedos, tornozelos e pulsos. Podem ocorrer também dores de cabeça, musculares e manchas na pele, entretanto 30% dos casos parece não desenvolver nenhum sintoma.


Em geral, dez dias depois do início dos sintomas o paciente se recupera, embora as dores nas articulações possam persistir por meses. A confirmação da doença é feita através de exame laboratorial e todos os casos suspeitos devem ser comunicados às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e ao Ministério da Saúde.

Desde a década de 1950, o vírus tem circulado na África e Ásia, mas no final de 2013 foi encontrado no Caribe. Toda a população do continente americano é considerada vulnerável, pois como o vírus nunca circulou por aqui, ninguém tem imunidade natural contra ele.


Por enquanto, ocorreram 16 casos confirmados de transmissão local (gente que pegou a doença aqui no Brasil mesmo), dois no Oiapoque (Amapá), e 14 no município de Feira de Santana, na Bahia. Existem também alguns casos suspeitos que estão sendo investigados.

Além destes 16 casos, há 37 casos de pessoas que viajaram para regiões com transmissão da doença e que contraíram a condição por lá, antes de retornar ao Brasil.



O combate a essa febre por enquanto é o mesmo que à dengue, ou seja, a erradicação do mosquito. Por enquanto, como no caso da dengue, também não há tratamento para a doença, apenas para os sintomas. A notícia “boa” é que quem for infectado adquire imunidade.

Finalmente, o que todo mundo está querendo saber a esta altura: a doença pode, sim, matar, mas são raros os casos. Na Índia, por exemplo, houve 1,3 milhões de casos em 2006 e nenhuma morte registrada. Já nas Ilhas Reunião, em 2004, houveram 254 mortes em um total de 266 mil casos – cerca de 0,1%.


A baixa taxa de mortalidade não é desculpa para não combater o mosquito. Faça a sua parte: examine sua residência e o entorno e acabe com os locais em que a água possa empoçar, impedindo a reprodução do inseto. Verifique se a caixa d´água está bem fechada, não deixe acumular vasilhames no quintal, verifique se as calhas não estão entupidas, e coloque areia nos pratos dos vasos de planta.

Fonte: hypescience.com

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