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Tamanduás-bandeira podem atacar e matar humanos


Solitário, com má visão e audição, sem dentes e sem agilidade. Um animal desses não possui quase nada de ameaçador, não é mesmo? A não ser suas garras e sua vontade de se defender, que podem ser mortais.

Os tamanduás-bandeira andam fazendo manchetes ultimamente, e não por boas razões. Quando não são notícia por serem uma espécie considerada em risco de extinção, são protagonistas de histórias de ataques que acabam em morte.

Em um novo estudo de caso, pesquisadores brasileiros detalharam na revista científica Wilderness and Environmental Medicine um ataque de tamanduá que deixou um caçador morto no noroeste do país, apenas dois anos após outro homem ter sido morto por aqui em um confronto semelhante com essa criatura de aparência bizarra.

Enquanto tais incidentes são raros – tamanduás geralmente evitam o contato com os seres humanos -, os cientistas afirmam que esses ataques servem como um alerta para os seres humanos que dividem território com o animal.

Os dois casos

O caso relatado pelos pesquisadores, liderados por Vidal Haddad Jr, professor da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp), foi o de um homem de 47 anos, Orlando Dutra Gomes, que estava caçando com seus dois filhos e seus cães na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, em 1 de agosto de 2012.

Eles encontraram um tamanduá-bandeira que interagiu com os cachorros e assumiu uma posição de defesa: ficou de pé nas patas traseiras.

O animal assume essa posição, por vezes referido como “abraço de tamanduá”, quando se sente ameaçado.

O caçador não quis atirar no animal com medo de acertar seus cães, mas se aproximou dele exibindo uma faca. O tamanduá agarrou o homem com as patas dianteiras, causando ferimentos profundos em suas coxas e braços.

Os filhos do homem conseguiram libertá-lo das garras do tamanduá, mas Orlando sangrou até a morte no local do ataque. Um dos filhos, que também sofreu alguns ferimentos leves, acabou atirando no animal.

O outro caso ocorreu em 2010 com um homem de 75 anos em Jangada, no Mato Grosso. Ele morreu quando um tamanduá usou suas garras dianteiras para perfurar sua artéria femural, situada entre a virilha e a coxa.

“Estes ferimentos são muito sérios e não tenho forma de saber se foi um comportamento de defesa adquirido pelos animais”, disse Haddad.

O animal

Tamanduás são encontrados nos campos e no Cerrado por todo o território brasileiro, bem como em outros países da América do Sul e da América Central.

Os tamanduás-bandeira são a maior das quatro espécies de tamanduá que vivem, sendo que o peso do animal adulto pode ir de 22 a 39 kg e o tamanho entre 1 metro a 1,30, excluindo a cauda que pode ter até 1 metro.

Os pelos da cauda são bastante longos, e uma faixa negra se estende da garganta e ao longo do ombro até a porção central do dorso do animal.

Eles têm quatro garras afiadas em ambos os membros anteriores que podem usar para cavoucar formigueiros e cupinzeiros – e, aparentemente, para infligir ferimentos fatais em seres humanos.

Quando os médicos e investigadores forenses examinaram a vítima de 2012, eles descobriram que o homem tinha hematomas e lesões no lado esquerdo do pescoço, duas perfurações de quatro centímetros em seu braço esquerdo, oito perfurações na coxa esquerda e escoriações em sua coxa direita. Uma autópsia revelou graves danos à sua artéria femoral esquerda, uma grande artéria na coxa – o mesmo dano causado no incidente que ocorreu em 2010, o que sugere que os tamanduás de fato sabem como matar um ser humano, embora isso possa ter sido uma coincidência.

“Embora o caso trágico [de 2012] tenha sido em primeiro lugar e acima de tudo um acidente, esses eventos deveriam servir como um aviso para respeitar os limites entre a vida selvagem e os seres humanos, especialmente quando eles coabitam uma determinada área”, escreveram os pesquisadores em seu artigo.

O tamanduá-bandeira é classificado como “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). A maior ameaça para a sobrevivência da espécie na natureza é a perda de habitat. Os animais, que têm problemas de audição e visão, são propensos a serem mortos por carros em circulação nas estradas que cortam o seu território. Quando canaviais são queimados antes da colheita, às vezes tamanduás também são mortos ou gravemente queimados. Os animais ainda são caçados para alimentação e para o comércio ilegal de espécies exóticas.


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