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O pequeno adesivo que faz você ficar invisível para mosquitos


Essa é uma grande descoberta para quem vive nas zonas tropicais do país. A nova criação promete te livrar daqueles seres insuportáveis, suas picadas, seus zumbidos: dê adeus aos mosquitos. É o que promete o “Kite Patch”, um pequeno adesivo não tóxico que você deve colar em sua roupa.

Os mosquitos são capazes de detectar o dióxido de carbono exalado por você, a próxima refeição deles, a centenas de metros de distância. O adesivo, segundo os fabricantes, consegue interferir no radar de CO2 de um mosquito. Use um e você ficará efetivamente invisível para os sugadores de sangue por até 48 horas.

A invenção foi desenvolvida por Grey Frandsen, Michelle Brown e Torrey Tayanaka, todos dos Laboratórios Olfactor. De acordo com a página na internet do adesivo, sua fórmula foi baseada nas conclusões do pesquisador Anandasankar Ray e seus colegas da Universidade da Califórnia (EUA).
Os pesquisadores identificaram três grupos de produtos químicos que podem atrapalhar os receptores de dióxido de carbono de um mosquito.

Cada grupo de produtos químicos funciona um pouco diferente para confundir o alvo. O primeiro efetivamente imita o dióxido de carbono e pode ser utilizado para atrair mosquitos para bem longe dos seus alvos humanos e em armadilhas para insetos. O segundo tipo evita completamente a detecção de dióxido de carbono pelos mosquitos, enquanto o terceiro grupo é capaz de mudar todo o sistema usado pelos mosquitos para sentirem o CO2 humano, sobrecarregando os sentidos dos insetos a ponto de causar confusão em suas pequenas cabeças.

O grupo possui um projeto atualmente buscando financiamento para testar a campo, em Uganda, a nova invenção. Segundo os pesquisadores, “será uma das mais difíceis áreas para provar sua eficácia”.

Os cientistas esperam que os testes em larga escala que serão realizados em Uganda deem simultaneamente mais de 1 milhão de horas de proteção para famílias que estão sofrendo com taxas de infecção de malária acima de 60%, além de permitir uma melhora no produto antes que comece a escala para distribuição global do adesivo.

“Os resultados vão nos ajudar a finalizar a fórmula e nos dar alguma indicação de mudança no desenho do adesivo”, explicam os pesquisadores. “Uma vez que estivermos com tudo finalizado, podemos começar o processo de registro médico para os Estados Unidos. Assim que tivermos a aprovação nos EUA, seremos capazes de lançar o produto para uma distribuição ampla e direcionada – especialmente nas áreas onde uma picada de mosquitos pode significar a diferença entre a vida e a morte”, completam.

O “Kite Patch” faz parte do grupo de produtos conhecidos nos círculos epidemiológicos como repelentes espaciais. Em texto publicado na revista especializada “Malaria Journal”, pesquisadores observam que esses repelentes espaciais já prometeram uma revolução na luta contra as doenças de transmissão por vetores, como mosquitos, mas ainda precisam fazer parte de programas mais completos de controle de doenças.

Uma razão para isso é a falta de dados epidemiológicos que suportam a sua eficácia. “Há uma necessidade crítica de experimentos em comunidades que integrem o monitoramento simultâneo da incidência de infecção com dados da população de mosquitos”, escrevem. “O desafio surge na concepção de um estudo de impacto para garantir os verdadeiros efeitos de repelência”. 

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