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Comandante da Apollo 17 se arrepende de ter deixado sua câmera na lua


Antes de se preparar para voltar à Terra, o comandante da missão Apollo 17 Eugene Cernan deixou sua câmera fotográfica (uma Hasselblad 500) lá, registrando radiação solar, na esperança de que o material fosse coletado futuramente por outros astronautas. Quarenta anos depois, ele se arrepende da decisão.

Em 1972, Cernan imaginava que sua viagem “não seria o fim, mas o começo” da exploração da lua. A realidade foi outra, e ele acabou sendo o último homem a deixar uma pegada no satélite – imagem que está gravada em sua memória, mas não em uma foto. “Subindo para a nave, não tirei uma foto da minha última pegada. Que burro! Não teria sido melhor pegar a câmera, tirar a foto, levar o filme e (por causa de restrições de peso) jogar a câmera lá?”, questionou-se durante um evento comemorativo dos 40 anos da missão Apollo 17


Mudança de prioridades

O programa Apollo custou aos cidadãos americanos mais de U$ 150 bilhões (cerca de R$ 311 bilhões) em valores atuais – dinheiro que era considerado bem gasto levando-se em conta o contexto da Guerra Fria.

Tamanho investimento fez parecer que o programa duraria décadas (Cernan acreditava firmemente nisso). Contudo, depois que a missão Apollo 11, de Neil Armstrong, encerrou em 1969 a “corrida espacial” com a União Soviética, o apoio público ao programa começou a diminuir: a maioria dos cidadãos estadunidenses voltou suas atenções para a Guerra do Vietnã (1955 – 1975) e para conflitos internos dos Estados Unidos. Três missões programadas para continuar os trabalhos de Cernan na lua foram canceladas.

Da lua para Marte

Hoje, muitos especialistas acreditam que as próximas missões espaciais tripuladas deverão ser direcionadas a Marte. Para Cernan, porém, seria necessário estabelecer uma base lunar primeiro, para facilitar o processo. “Estou disposto a ir a Marte? Sim, mas não quero levar nove meses para chegar lá, para depois esperar 18 meses até os planetas se alinharem para eu poder voltar para casa”, diz o astronauta.

“Para Marte, precisamos de tecnologias de propulsão que nos levarão até lá em, digamos, 60 dias; vamos então passar o tempo que quisermos lá e então voltar. Isso irá demandar propulsão nuclear e ajuda de uma base na lua”, diz. Se a NASA concordar, talvez ele deva pedir para alguém buscar sua câmera no caminho.

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