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As extinções estão mil vezes maiores do que antes dos humanos aparecerem


A gravidade da atual taxa de extinção do mundo torna-se mais clara ao sabermos como as coisas eram antes de os seres humanos entrarem nessa equação. Uma nova estimativa aponta que as espécies morrem até mil vezes mais nos dias de hoje, comparado a 60 milhões de anos atrás. Isso é 10 vezes pior do que a estimativa antiga, que dizia que essa taxa seria 100 vezes maior.

A explicação é do autor principal Jurriaan de Vos, pesquisador de pós-doutorado da Universidade de Brown (EUA), seu colega Stuart Pimm, professor da Universidade Duke (EUA), entre outros. O estudo foi publicado online na revista “Conservation Biology”. “Isso reforça a urgência de conservar o que sobrou e tentar reduzir nossos impactos”, afirma de Vos. “Era muito, muito diferente antes de os humanos entraram em cena”.

Em termos absolutos, o artigo recalculou a taxa normal de extinção, que leva em consideração os níveis de extinção anteriores à chegada do homem, em 0,1 extinções por milhão de espécies por ano. Isto revisa dados divulgados por Pimm em 1990, que colocava a taxa normal de extinção em uma extinção a cada milhão de espécies por ano. A taxa de extinção atual, por sua vez, está na ordem de 100 extinções por milhão de espécies por ano.

De Vos ressalta, porém, que ordens de magnitude, ao invés de números precisos, são o melhor método para calcular a taxa de extinção global. “Isso é apenas ser honesto sobre a incerteza que existe neste tipo de análise”, disse.

Dos fósseis à genética

A nova estimativa é bem melhor do que as anteriores principalmente porque vai além do registro fóssil. Os fósseis são fontes úteis de informação, mas suas deficiências incluem a representação desproporcional de animais marinhos de corpos duros e o problema de que muitas vezes eles só permitem a identificação do animal ou gênero da planta, mas não suas espécies exatas.

O que os fósseis mostram claramente é que, além de alguns cataclismos ao longo de períodos geológicos – como aquele que eliminou os dinossauros -, a biodiversidade tem aumentado lentamente.

Em seguida, o estudo analisou as evidências das árvores genealógicas evolutivas – filogenias – de numerosas espécies animais e vegetais. Filogenias, construídas através do estudo do DNA, traçam como grupos de espécies mudaram ao longo do tempo, acrescentando novas linhagens genéticas e perdendo as que não foram bem sucedidas. Elas fornecem ricos detalhes de como as espécies se diversificaram ao longo do tempo.

“A taxa de diversificação é a taxa de especiação menos a taxa de extinção”, explica o coautor Lucas Jope, cientista da Microsoft Research em Redmond, Washington (EUA). “O número total de espécies na Terra não tem diminuído na história geológica recente. A taxa tem se mantido constante ou crescente”. Isto significa que a média em que os grupos de espécies aumentaram deve ter sido semelhante ou maior do que a velocidade a que os outros grupos de espécies foram extintos.

Para uma terceira abordagem, de Vos observou que o aumento exponencial da diversidade de espécies deve subir ainda mais na era atual, porque as espécies mais novas ainda não foram extintas. “É um pouco como a sua conta bancária no dia em que recebe o pagamento. Ela vira uma explosão de fundos – semelhante às novas espécies – que vai ser rapidamente extinta conforme você paga suas contas”.
Com os dados cruzados, os pesquisadores aperfeiçoaram seus modelos, testando-os com dados simulados da taxa de extinção atual conhecida. Os modelos finais produziram resultados precisos e todos os três dados de abordagem juntos renderam uma taxa de extinção normal, diretamente na ordem de 0,1 por milhão de extinções de espécies por ano.

Um papel humano


Há pouca dúvida entre os cientistas de que os seres humanos não são apenas testemunhas da taxa de extinção atual elevada. Este trabalho segue outro, publicado recentemente na revista “Science”, de autoria de Pimm, Jope e outros colegas, que rastreia onde as espécies estão ameaçadas ou confinadas a pequenas faixas ao redor do globo. Na maioria dos casos, a principal causa de extinções é o crescimento da população humana e do consumo per capita, embora o documento também observe como os seres humanos foram capazes de promover a conservação.

O novo estudo, disse Pimm, enfatiza que a taxa de extinção atual é uma crise mais grave do que se pensava. “Nós sabemos há 20 anos que as atuais taxas de extinção de espécies são excepcionalmente altas. [Mas] este novo estudo vem com uma melhor estimativa da taxa normal de extinção”, explica Pimm, presidente da organização sem fins lucrativos de conservação SavingSpecies. 

Fonte: hypescience.com

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