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Algoritmo é capaz de determinar sua personalidade melhor que seus amigos


Um algoritmo pode prever tipos de personalidade humanas usando nada além do que as pessoas “curtem” no site de mídia social Facebook.

De acordo com um novo estudo da Universidade de Stanford (EUA) e da Universidade de Cambridge (Reino Unido), o algoritmo pode determinar a personalidade de alguém com mais precisão do que seus amigos e familiares, e quase tão bem quanto seu cônjuge, com base apenas entre 100 e 150 “Curtir”s que a pessoa tinha dado no Facebook.


Na pesquisa, mais de 86 mil pessoas responderam questionários que identificaram seus “cinco grandes” traços de personalidade. Os resultados foram então correlacionados com a sua atividade no Facebook.

“No passado, minha pesquisa analisou o grau de precisão com a qual as pessoas podiam julgar personalidades de cada um”, disse Youyou Wu, da Universidade de Cambridge. “É surpreendente que os computadores podem fazer melhor usando apenas uma peça de informação – o Curtir”.

Apesar do resultado ser impressionante, David Funder da Universidade da Califórnia em Riverside (EUA) sugere que prever cinco traços da personalidade de alguém é ainda muito pouco. “Esta é uma maneira muito ampla de descrever a personalidade humana. É útil, mas não íntima”, explica.

O próprio trabalho de Funder sobre personalidade humana usa mais de 100 dimensões, não cinco. Segundo ele, uma esposa casada há 10 anos vai conhecer o seu parceiro de forma que os computadores ainda estão longe de compreender plenamente.

No entanto, a abordagem computacional de Kosinski e Wu pode ser bem aproveitada na vida real em situações como contratações, saúde e educação, onde os testes de personalidade curtos já são utilizados.

Suas técnicas não se limitam ao Facebook, portanto, qualquer conjunto de dados – sites que uma pessoa visita, chamadas telefônicas, registro de compras – poderiam ser agregados e analisados para descobrir exatamente quem um sujeito é.

Por exemplo, em vez das pessoas se candidatarem a empregos específicos, uma contratação computacional poderia passear por dados gerados buscando o candidato ideal para uma tarefa específica. “Em vez de ter uma forma do século 18 de recrutar empregados, é o trabalho que vai até as pessoas”, argumenta Kosinski.

Nesse caso, o ideal é que cada pessoa tivesse o controle total de seus próprios dados e quais empresas e organizações podem ter acesso a eles. Porém, Kosinski reconhece que o algoritmo pode ser utilizado de uma forma muito invasiva, com dados pessoais disponíveis para qualquer cliente pagante. “Há um grande lado escuro dessa tecnologia”, afirma.

A grande conclusão do estudo é que, embora julgamentos de personalidade precisos resultem de habilidades sociais cognitivas, a evolução da aprendizagem de máquina mostra que os modelos de computador também podem fazer julgamentos válidos. 

Fonte: hypescience
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